sexta-feira, 10 de maio de 2013

FEIJOADA LIGHT - O MITO

Outro dia ouvi um comentário de que uma pessoa era uma “ativista branda” da esquerda ...pois é, eu também fiquei chocado pois, ativista brando é como feijoada light – não existe.

O ativista, pelo que sabemos, não está no miolo da esquerda , ele é o tal miolo. Sem ele uma greve em uma empresa fica sem graça, o trabalhador xinga...e ninguém faz nada, o professor para de dar aula e os alunos batem palmas...ninguém facilita um quebra-quebra.

O ativista transforma esse marasmo num carnaval (no bom sentido, é claro).Ele distribui panfletos, faz declarações incendiárias...”reporteia” detalhes estratégicos de mobilizações para as bases. Portanto, tem atividades pra lá de ativas.

Existem vários tipos de ativistas atualmente...alguns na lista do ibama por estarem em processo de extinção , como os comunistas e marxistas mas, tem alguns por ai.
Mas....vamos para os tipos conhecidos..

O Coroinha

Pode até ter sido coroinha mesmo. Assíduo leitor da Bíblia e do Capital de Marx, acredita na honestidade dos políticos do PC do B , apesar das coligações com o PT, na revolução do proletariado que não recebe Bolsa Família. Muito organizado, revela-se extremamente útil na coleta de mantimentos e donativos para Fundos de Greve e para greves de fome de seus membros. Incorruptível por isso nunca chegará ao poder.

O Escalador

Apesar de inteligente, largou os estudos na faculdade estadual ou federal , por não ter recursos para custear seus estudos , reclama constantemente do preço da maconha e vive organizando passeatas com um ex-ministro.
Sente-se superior por conhecer pessoas chave e nunca se subordina a ninguém. Encontrou guarida na carreira de dirigente sindical.
É um animal político , com ele tudo pode ser negociado.

Quinta Coluna

Na França, durante a Segunda Guerra Mundial, os invasores alemães descobriram que os seus melhores informantes eram também ativos integrantes da Resistência Francesa. Esses agentes duplos constituíam o que hoje se conhece por Quinta Coluna.
A figura merece cuidado. Não é por nada que, na França, quando os Quinta Coluna eram descobertos (por qualquer um dos lados)...tinha festa no necrotério.

A Hiena

Bem, trata-se de um animal que mora no deserto, se alimenta de restos,tem relações uma vez por ano e, mesmo assim, ri o tempo todo. Algo parecido com esse bicho surge na fauna ativista: aquele cidadão que quer ver o circo pegar fogo, embora sem ganhar nada com isso.
Algo assim como as barreiras alfandegárias criadas pelos argentinos para nossos produtos eletrônicos...eles não tem capacidade de produzi-los mas...preferem ficar sem a comprar de nós.

O hiena nunca fica na linha de frente, espalha boatos catastróficos,faz tumulto em lugares públicos e...se for em uma empresa, na fila do refeitório grita “pega o rato” ....
Em condições normais esse tipo de ativista é inofensivo mas torna-se perigoso em assembléias e podem ser o estopim para um conflito maior.

O Anarquista

O anarquista é conseqüência direta de qualquer coisa organizada. Porque ele pretende desorganizar pelo prazer de desorganizar. Mas não se trata de uma desorganização qualquer. Tem que ser uma senhora bagunça! Algo , enfim , caótico...doido capaz de dar manchete, algo como os ativistas do MST.
Ele é maluco o suficiente para cometer as maiores barbaridades, quer seja por opção ou omissão. Sabotar linha de montagem, furar pneu de ônibus, apagar memória de computadores e...claro, invadir terras alheias. Aliás , estes são pensamentos que não saem da mente dos anarquistas.
Esse cara é impossível de ser convencido – racionalmente – de quase nada , o anarquista também não aceita favores em troca da paz...já outras coisas pode-se ver.Quem sabe um intercânbio com as FARC´S?
Não há o que fazer com um anarquista ...exceto mantê-lo sempre à vista , perto do lugar onde fica o extintor de incêndio.
Bem... agora você pode escolher em qual dos itens você colocaria o membros membros do PT que estão no governo...inclusive nosso ex-presidente.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

A teoria do COGUMELO

Era uma vez uma empresa onde o serviço com promotores de vendas externas funcionava. As promotoras eram comprometidas, engajadas e cativavam e conquistavam novos clientes. A coisa chegou ao ponto da diretoria resolver premia-las, depois de muita discussão,optaram por brindá-las e a seus esposos, com um fim de semana num hotel de cinco estrelas – um resort – em uma das mais badaladas praias do Brasil. E não se falou mais no assunto.
Até o anos seguinte, quando se pensou em repetir a dose e, qual não foi a surpresa dos diretores ao receberem um “pedido” das promotoras para – pelo amor de Deus – pensarem em qualquer outra alternativa.
O motivo?
No ano anterior tinham se sentido envergonhadas “ no meio deste luxo todo”, e sem condições de consumir qualquer extra , que eram caríssimos.
Entendeu? Isso mostra a pouca sensibilidade como se costuma reconhecer os colaboradores que tenham um desempenho além do esperado, ou que cumpram metas em projetos específicos. Não é um comentário vazio: o reconhecimento é uma forma de motivação reconhecidamente eficaz, desde que seja adequada.
Assim, poderíamos separar as empresas em quatro grupos:
1- As que não praticam o reconhecimento e são conscientes disso;
2- As que praticam mal e também são conscientes disso;
3- As que praticam mal e nem sabem disso;
4- E...todas as demais
As empresas do primeiro grupo, onde as realizações dos colaboradores são ignoradas de forma deliberada, costumam ser gerenciadas por pessoas que são tão bem intencionadas quanto burras. Elas sonegam o reconhecimento pelos seguintes motivos: são adeptas da teoria do cogumelo , segundo a qual quanto mais estrume joga-se na planta – ou na pessoa, como é o caso – mais ela cresce e tem a firme convicção, em uma segunda teoria, de que, quando o colaborador pensa, cria, trabalha dobrado e finalmente, consegue aperfeiçoar alguma coisa ...ele não faz nada mais do que sua obrigação.
Convenhamos...pensamentos absolutamente desconectados com a realidade do mercado.
Nas empresas do segundo grupo há plena consciência quanto ao reconhecimento dos colaboradores estar sendo praticado de maneira errada, mas tudo bem. Os gerentes participam das festas de final de ano, abraçam os colaboradores, entregam medalhas e coisas assim...o padrão! Estas empresas praticam o discurso “ o homem é o recurso mais importante...etc” . Fazem alguma coisa apenas pelo fato que tem que ser feito e, com o menor custo possível...de preferência.
As empresas do terceiro grupo, ai encontramos aquelas empresas que praticam programas de incentivo – por vezes – além do que deveriam, simplesmente pelo fato de não ouvirem seus colaboradores e acreditam estar “arrasando”.As empresas familiares que passam por processo de profissionalização caem, em sua maioria na condição de prepotência. Não passa pela cabeça destes executivos que o trabalhador a quem derem um “bom dia”, apenas unzinho, não deixará de lhes ficar eternamente grato, pois eram assim que na maioria das vezes eram tratados e reconhecidos.
Mas...o que é reconhecimento e como praticá-lo?
Reconhecimento é qualquer ato (qualquer...entendeu?) da empresa – da direção é claro – destinado a compensar psicologicamente um colaborador pelo esforço realizado ao atingir um determinado objetivo.
Desta forma, tudo que acontece no âmbito da relação empresa-colaborador pode significar reconhecimento: uma palmadinha nas costas, uma gorda bonificação em dinheiro, um aumento salarial, cumprimentos bem dados, etc.
Enfim...tudo! Entendeu?

segunda-feira, 29 de abril de 2013

O SOCIO DO JULIO MORREU...

Hoje acabei por ir ao velório do sócio de um amigo.
Montaram a empresa do nada "literalmente" e, construiram um pequeno império no segmento de recuperação de para choques.
Um negócio próspero , nestes tempos de carros semi descartáveis e de preços tão elevados nas peças.

Acabaram por montar o negócio no momento correto e, com a parceria de seguradoras, decolaram.

O sócio do Júlio, meu amigo, era o investidor mas agora, com a empresa em pleno voo , fará mais falta pelo companheirismo do que pela sua capacidade financeira.

É sempre estranho ir a um velório e, como não poderia deixar de ser , o Júlio estava desolado ao lado de sua esposa.

Me aproximei, nos abraçamos...afinal fazia algum tempo que não nos víamos e, condolências, palavras de apoio e...acabamos por sair da sala do velório e, sempre com sua esposa ao lado, lamentava o fato de ter perdido o companheiro de conquistas profissionais.

Falava do quanto seria bom ter alguém com quem compartilhar os desafios que estavam por vir...alguém em quem confiar cegamente...

Neste momento sua esposa vira-se para ele e diz " Amor, a mamãe não poderia tomar o lugar de seu sócio?"

Julio olha para sua esposa e placidamente diz: " Por mim tudo bem... seria ótimo em verdade, combine com o pessoal da funerária e me avise."

Pois é...fiquei quieto apesar de acreditar que seu sócio - devidamente embalsamado - faria melhor papel que sua sogra.

Mas em conversa de marido e mulher...

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

SEXTA FEIRA CINEMA, PIPOCA...OU UM BOM VINHO?

Muitas vezes elevado ao estatuto “néctar dos deuses”, não é de estranhar, por isso, que o mundo dos vinhos seja um com as suas próprias regras de etiqueta. Desde a abertura da garrafa, passando pela sua degustação e até aos próprios brindes, estas dicas têm um simples propósito: garantir um maior prazer em todo o maravilhoso ritual que compõe a apreciação de um copo de vinho. 1.Sempre que puser a mesa, certifique-se que o copo do vinho é colocado à direita do copo da água – esta é a sua posição correta em qualquer mesa. 2.Quando servir vinho a alguém, saiba que a quantidade que deita no copo depende sempre do vinho que está a ser servido: 1/3 do copo no caso do vinho tinto, ½ copo no caso do vinho branco e ¾ do copo no caso do vinho espumante. 3.Ao terminar de servir um copo de vinho, deve rodar ligeiramente a garrafa enquanto a afasta desse copo – não só fica bem, como vai evitar que o vinho pingue para a mesa. 4.Sempre que beber vinho do seu copo, deve olhar para o mesmo, ou seja, para o próprio copo, em vez de olhar para a pessoa com quem está a conversar, por exemplo. Uma regra de etiqueta a considerar… 5.Pegue sempre no copo de vinho pelo seu pé: para além de evitar sujar o copo com dedadas, mantém o vinho fresco (no caso do vinho branco ou vinho espumante) e permite observar a cor e a claridade do vinho (nomeadamente no caso do vinho tinto). 6.Quer seja o seu aniversário, casamento ou outra festa qualquer, se alguém lhe estiver a fazer um brinde, não beba o seu vinho até o brinde terminar – sorria e erga ligeiramente o seu copo de vinho enquanto ouve. 7.Quando estiver efetivamente a brindar com outras pessoas, deve olhar cada pessoa nos olhos enquanto faz tchim-tchim (os franceses são da opinião que quem não o fizer, estará sujeito a sete anos de azar!) e, claro, deve tocar individualmente com o seu copo de vinho no copo de vinho de cada pessoa que estiver a participar no brinde, mas sem cruzar os seus braços sobre os braços de outra pessoa. Conhecia esta regra de etiqueta do mundo dos vinhos? 8.Esta dica vai um pouco contra e a favor da etiqueta para o consumo correto de um copo de vinho: se estiver a usar batom e quer evitar que o mesmo não marque o seu copo de vinho (já sabemos que esteticamente isso não fica nada bem!), passe a língua rapidamente pela zona do copo por onde vai beber antes de saborear o vinho… mas faço-o sem ninguém ver! 9.É da responsabilidade do anfitrião da festa ou do jantar, manter os copos sempre com a quantidade correta de vinho – ninguém quer ter na mão um copo de vinho vazio! Bom proveito…

sexta-feira, 13 de julho de 2012

JUSTIÇA

DECISÃO PROFERIDA PELO JUIZ RAFAEL GONÇALVES DE PAULA NOS AUTOS DO PROC Nº. 124/03 ? 3ª Vara Criminal da Comarca de Palmas/TO: DECISÃO Trata-se de auto de prisão em flagrante de Saul Rodrigues Rocha e Hagamenon Rodrigues Rocha, que foram detidos em virtude do suposto furto de duas (2) melancias. Instado a se manifestar, o Sr. Promotor de Justiça opinou pela manutenção dos indiciados na prisão. Para conceder a liberdade aos indiciados, eu poderia invocar inúmeros fundamentos: os ensinamentos de Jesus Cristo, Buda e Ghandi, o Direito Natural, o princípio da insignificância ou bagatela, o princípio da intervenção mínima, os princípios do chamado Direito alternativo, o furto famélico, a injustiça da prisão de um lavrador e de um auxiliar de serviços gerais em contraposição à liberdade dos engravatados e dos políticos do mensalão deste governo, que sonegam milhões dos cofres públicos, o risco de se colocar os indiciados na Universidade do Crime (o sistema penitenciário nacional)? Poderia sustentar que duas melancias não enriquecem nem empobrecem ninguém. Poderia aproveitar para fazer um discurso contra a situação econômica brasileira, que mantém 95% da população sobrevivendo com o mínimo necessário apesar da promessa deste ou desta presidente que muito fala, nada sabe e pouco faz. Poderia brandir minha ira contra os neo-liberais, o consenso de Washington, a cartilha demagógica da esquerda, a utopia do socialismo, a colonização européia?. Poderia dizer que os governantes das grandes potências mundiais jogam bilhões de dólares em bombas na cabeça dos iraquianos, enquanto bilhões de seres humanos passam fome pela Terra ? e aí, cadê a Justiça nesse mundo? Poderia mesmo admitir minha mediocridade por não saber argumentar diante de tamanha obviedade. Tantas são as possibilidades que ousarei agir em total desprezo às normas técnicas: não vou apontar nenhum desses fundamentos como razão de decidir. Simplesmente mandarei soltar os indiciados. Quem quiser que escolha o motivo. Expeçam-se os alvarás. Intimem-se. Rafael Gonçalves de Paula Juiz de Direito

domingo, 29 de abril de 2012

MARACUJINA ....EM DOSE DUPLA

Tem dias que acordo, e depois de ver os jornais da manhã sou tomado por um profundo desejo de voltar para a cama e dormir...dormir...dormir até que desperte em um mundo sem essa violência desenfreada. Só não volto por medo de nunca mais acordar. Peço desculpa a quem me lê, mas não creio que tornaremos a ter a paz e tranqüilidade em que nossos avós viviam. A conclusão é baseada nos últimos fatos de violência ocorridos recentemente. Seja no crime ocorrido em pacatas cidades do interior ou nas grandes cidades ... E o pior é que nem sombra da reforma da legislação penal. É comum a caso de criminosos libertados pela regra do indulto – que manda para as ruas criminosos que se passam por santos dentro da prisão – e são libertados, cometendo novos crimes. Isso é um absurdo... Chego a pensar que o juiz que liberta um criminoso – por bom comportamento – deveria responder, solidariamente pelos crimes cometidos pelo criminoso que colocou nas ruas. Creio que teríamos análises mais criteriosas da vida de cada um destes meliantes...não tenho a menor dúvida disso. Há uma inquietação na população com estes elados níveis de criminalidade. Afinal, quem se sente seguro – em qualquer lugar deste país – ou sente-se tranqüilo enquanto nossos filhos não chegam em casa, sãos e salvos? A temperatura das ruas cresce, na exata proporção em que as ações no sentido de reformar ou reescrever nossa legislação penal...ficam mornas ou até esfriam. Alguém tem duvidas de que só nos desarmarmos não deu certo? Afinal, o outro lado,continua armado e conta com a ineficiência de nossa legislação. A final, o criminoso não tem receio em cometer o crime – em especial os “de menor”. Pois sabe que são tantas as possibilidades de “sair” ou viver em relativo conforto dentro dos presídios e cadeias que... acho que deveríamos instituir cobrança de condomínio. Visita intima? Passar o natal em casa, a páscoa...dia das mães? Não vou voltar a dormir...mas, vou dobrar minha dose de maracujina.

sábado, 28 de abril de 2012

Benchmarking ou, é copiando que se evolui!

O benchmarking é uma das formas mais rápidas, baratas e úteis de se obter “inspiração” para melhorar qualquer processo na empresa. A técnica? Vamos lá..., o negócio se traduz em “copiar” o que as excelentes empresas do mercado praticam ou concorrentes. Para tanto, basta agendar uma visita às dependências dessa empresa, ou uma conversa com seus clientes, ou ainda uma conversa “ao pé do ouvido” com colaboradores – prefira, particularmente, os mais desinibidos. Dentro da legalidade, o que interessa saber é como os outros estão conseguindo atingir os resultados que você não está. Simples, não? Pois é, mas a grande sacada deste “aprendizado” é não copiar integralmente o processo alvo...mas, entende-lo e adaptá-lo a realidade de sua empresa. O benchmarking é rápido pelo fato de não ser necessário conhecer detalhadamente o “caminho das pedras”, mas apenas visualizá-lo. O benchmarking é barato, também, por se utilizar de paradigmas que sejam ou não relacionados a empresa mas, tem a capacidade de promover insights que podem significar muitas horas de reuniões internas ou custos com consultorias. Uma outra vantagem do benchmarking é a sua versatilidade. Pois pode-se analisar varias variações do mesmo processo em ambientes diferentes e em empresas com diferentes características. Um laboratório que não seria possível de ser aplicado dentro da organização. Bem, mas é necessário levar em conta que os processos mudam...e mudam...e mudam e, sendo assim, só copiando para se manter atualizado e antenado com as melhores praticas de mercado. Mas, é importante se ter em mente que o benchmarking não é uma panacéia. Imaginar que o conceito de limpeza da Disney World – onde cada colaborador é responsável pela limpeza de sua área – e isso se traduz em algo inacreditável como uma área quase do tamanho de Curitiba, sem um único papel no chão...portanto, a cópia simples deste conceito, estaria fadado ao fracasso a menos que uma – forte – filosofia de gestão esteja implementada na organização. Portanto, pratique o benchmarking com inteligência caso contrário será frustrante.