Tentar explicar por que escrevo é difícil...complicado mas, não impossível.
Talvez o maior problema esteja em encontrar a palavra correta para explicar.
Explicar aquilo que nos dá prazer é sempre difícil.
Temo não ser honesto o bastante na tradução do que ele representa pra mim.
Escrevo porque gosto,escrevo porque preciso...escrevo porque sinto necessidade de ser fluido,tal e qual o rio em seu caminho para o mar...
Sinto a necessidade de me expressar, ainda que através da sutileza das palavras e falar de sentimentos e opiniões.
Sinto sim, como se houvesse uma linha tênue entre o meu eu e as palavras que coloco no papel.
Uma energia...
Ta, você pode até nem perceber mas...tento.
Para mim escrever é como uma vontade que não posso conter,talvez um vício.
É uma ânsia por trilhar caminhos no papel branco ou a tela do computador.
As palavras exercem sobre mim um encanto, uma paixão ardente e uma necessidade carente.
Escrevo pra mim, escrevo para o mundo, semeando letras e colhendo frutos em forma de palavras.
Quando choro escrevo, quando me emociono escrevo, quando vibro de felicidade também escrevo e quando quero gozar o PT e suas trapalhadas...escrevo.
“Sou uma pergunta...” ... encontro respostas neste constante escrever.As palavras têm esse encanto...
Quando as coloco no papel transformam-se nas respostas que busco.
Elucidam imensos e complicados enigmas da alma e trazem ao coração a calma.
Acho que não viveria sem escrever.
Viveria sufocado e sozinho, como durante um certo tempo da minha vida vivi, construindo inúteis e abaláveis castelos de areia.
Ou será que neste espaço de tempo sobrevivi apenas?
As palavras são minhas companheiras diárias e fiéis.
Quase sempre transmitem ao papel a exata intensidade do que sinto, aliviando o coração e dando leveza à alma.
Quem seria eu sem o escrever?!?!
Respondo nas palavras de Fernando Pessoa:
“Seu eu pudesse dizer o que nunca te direi, tu terias que entender aquilo que nem eu sei...
”Escrever pra viver...
Escrever pra desaguar...
Escrever pra me encontrar...
Escrever pra aliviar a dor...
E derramar amor!