Era uma vez uma empresa onde o serviço de promotoria funcionava. As promotoras eram comprometidas, engajadas e cativavam e conquistavam novos clientes. A coisa chegou ao ponto da diretoria resolver premia-las, depois de muita discussão,optaram por brindá-las e a seus esposos, com um fim de semana num hotel de cinco estrelas – um resort – em uma das mais badaladas praias do Brasil. E não se falou mais no assunto.
Até o anos seguinte, quando se pensou em repetir a dose e, qual não foi a surpresa dos diretores ao receberem um “pedido” das promotoras para – pelo amor de Deus – pensarem em qualquer outra alternativa.
O motivo?
No ano anterior tinham se sentido envergonhadas “ no meio deste luxo todo”, e sem condições de consumir qualquer extra , que eram caríssimos.
Entendeu? Isso mostra a pouca sensibilidade como se costuma reconhecer os colaboradores que tenham um desempenho além do esperado, ou que cumpram metas em projetos específicos. Não é um comentário vazio: o reconhecimento é uma forma de motivação reconhecidamente eficaz, desde que seja adequada.
Assim, poderíamos separar as empresas em quatro grupos:
1- As que não praticam o reconhecimento e são conscientes disso;
2- As que praticam mal e também são conscientes disso;
3- As que praticam mal e nem sabem disso;
4- E...todas as demais
As empresas do primeiro grupo, onde as realizações dos colaboradores são ignoradas de forma deliberada, costumam ser gerenciadas por pessoas que são tão bem intencionadas quanto burras. Elas sonegam o reconhecimento pelos seguintes motivos: são adeptas da teoria do cogumelo , segundo a qual quanto mais estrume joga-se na planta – ou na pessoa, como é o caso – mais ela cresce e tem a firme convicção, em uma segunda teoria, de que, quando o colaborador pensa, cria, trabalha dobrado e finalmente, consegue aperfeiçoar alguma coisa ...ele não faz nada mais do que sua obrigação.
Convenhamos...pensamentos absolutamente desconectados com a realidade do mercado.
Nas empresas do segundo grupo há plena consciência quanto ao reconhecimento dos colaboradores estar sendo praticado de maneira errada, mas tudo bem. Os gerentes participam das festas de final de ano, abraçam os colaboradores, entregam medalhas e coisas assim...o padrão! Estas empresas praticam o discurso “ o homem é o recurso mais importante...etc” . Fazem alguma coisa apenas pelo fato que tem que ser feito e, com o menor custo possível...de preferência.
As empresas do terceiro grupo, ai encontramos aquelas empresas que praticam programas de incentivo – por vezes – além do que deveriam, simplesmente pelo fato de não ouvirem seus colaboradores e acreditam estar “arrasando”.As empresas familiares que passam por processo de profissionalização caem, em sua maioria na condição de prepotência. Não passa pela cabeça destes executivos que o trabalhador a quem derem um “bom dia”, apenas unzinho, não deixará de lhes ficar eternamente grato, pois eram assim que na maioria das vezes eram tratados e reconhecidos.
Mas...o que é reconhecimento e como praticá-lo?
Reconhecimento é qualquer ato (qualquer...entendeu?) da empresa – da direção é claro – destinado a compensar psicologicamente um colaborador pelo esforço realizado ao atingir um determinado objetivo.
Desta forma, tudo que acontece no âmbito da relação empresa-colaborador pode significar reconhecimento: uma palmadinha nas costas, uma gorda bonificação em dinheiro, um aumento salarial, cumprimentos bem dados, etc.
Enfim...tudo! Entendeu?
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quinta-feira, 2 de junho de 2011
Uma boa empresa para se trabalhar...o que é isso?
Nos últimos anos tenho sido vítima da ação de gatunos – amigos do alheio. Na primeira, deixei a janela do carro aberta quando comprava frutas em um mercado e , na segunda, estava dentro do carro esperando um amigo e...o resultado foi um seqüestro relâmpago.
Os ladrões com aquela figura romântica de antigamente – verdadeiros gentleman´s –não existem mais. É a revolução tecnológica.Ou a evolução da espécie. Sei lá!
Mas, ao relatar os incidentes acima pretendo que tenhamos em mente que “quase sempre", nós procuramos os problemas e não o contrário.
Desta forma, uma boa empresa não precisa se preocupar com uma eventual ação sindical.
Os sindicatos – quando organizam suas ações – vêem-se obrigados , por limitações de pernas e fôlego, a escolher seus alvos. E o fazem dentre as empresas que – claro – não são boas.
Mas então, o que é uma boa empresa? Isso é simples, pense na sua e tire suas conclusões.
Por exemplo, uma boa empresa não se preocupa em publicar anúncios em jornais para recrutar candidatos a emprego. Basta publicar em murais internos ou espalhar a noticia entre os colaboradores que se encarregarão de convidar parentes e amigos. Excetuando cunhados, sogras e alguns vizinhos.
A ausência de testes psicológicos de seleção é também uma característica de uma boa empresa. Nada contra os psicólogos mas, em uma boa empresa quem contrata o pessoal são os supervisores e gerentes. Desta forma , os candidatos são selecionados pelo que são e não pelo que poderiam ou gostariam ou imaginariam ter sido.
Não falo aqui de estagiários ou trainee´s que devem ser selecionados – sim – com vistas no seu potencial.
Boa empresa, como todo mundo sabe, remunera bem os seus colaboradores. Mas não necessariamente gasta muito dinheiro com isso. Remunerar não é o mesmo que gastar. Os salários devem ser internamente equitativos. Além disso, as pessoas devem saber as regras de evolução salarial e o que se espera delas para ganhar mais.
E precisam saber disso antes de ficarem insatisfeitas por não saber de nada. Depois disso elas se tornam irrecuperáveis.
Neste estágio...só o sindicato para motivá-las novamente.
Pagar salários justos , entretanto isso exige que os valores relativos dos cargos sejam compatíveis com a realidade atual da empresa – e não da época de sua fundação a dezenas de anos. Há algo de desonesto em se pagar as pessoas por coisas que elas não fazem, em especial quando elas fazem muito mais, com mais complexidade ou com muito mais valor agregado.
Agora, uma empresa ótima é aquela onde o cartão de ponto não tem importância, que seria o sinal que seus colaboradores são responsáveis e gostam muito de seu trabalho. Claro que isso seria o supra sumo ...melhor do que isso, só se não houvesse a obrigação trabalhista deste registro.
E, onde se pratica a transparência, o desempenho das pessoas não pode deixar de ser o principal fator de reconhecimento. Isto é, o que importa é a capacidade objetiva de se atingir resultados e desenvolver equipes de trabalho. Bem, é claro que esta regra não se aplica na Câmara e nem no Senado.
Finalmente, uma boa empresa é aquela que não contrata executivos somente capazes de traçar curvas de produtividade, fazer projeções orçamentárias e cumprir cronogramas. Ela faz questão de contar com gente que além (ou apesar) de fazer tudo aquilo ainda não se esqueceu de ser isso mesmo: GENTE.
Talvez você esteja a comparar a sua empresa com os quesitos anteriores e, mesmo assim,pode estar em dúvida.
Se este for o seu caso, para tirar a dúvida faça um teste bem simples.
Poste-se próximo a portaria de sua empresa no horário de entrada ou saída dos colaboradores e, observe a atuação dos seguranças em relação a eles – e vice-versa.
Se o clima for semelhante a entrada de um presídio ou algo como o filme “Estado de Sítio”...hum , hum...não resta dúvida, definitivamente, não é uma boa empresa.
Os ladrões com aquela figura romântica de antigamente – verdadeiros gentleman´s –não existem mais. É a revolução tecnológica.Ou a evolução da espécie. Sei lá!
Mas, ao relatar os incidentes acima pretendo que tenhamos em mente que “quase sempre", nós procuramos os problemas e não o contrário.
Desta forma, uma boa empresa não precisa se preocupar com uma eventual ação sindical.
Os sindicatos – quando organizam suas ações – vêem-se obrigados , por limitações de pernas e fôlego, a escolher seus alvos. E o fazem dentre as empresas que – claro – não são boas.
Mas então, o que é uma boa empresa? Isso é simples, pense na sua e tire suas conclusões.
Por exemplo, uma boa empresa não se preocupa em publicar anúncios em jornais para recrutar candidatos a emprego. Basta publicar em murais internos ou espalhar a noticia entre os colaboradores que se encarregarão de convidar parentes e amigos. Excetuando cunhados, sogras e alguns vizinhos.
A ausência de testes psicológicos de seleção é também uma característica de uma boa empresa. Nada contra os psicólogos mas, em uma boa empresa quem contrata o pessoal são os supervisores e gerentes. Desta forma , os candidatos são selecionados pelo que são e não pelo que poderiam ou gostariam ou imaginariam ter sido.
Não falo aqui de estagiários ou trainee´s que devem ser selecionados – sim – com vistas no seu potencial.
Boa empresa, como todo mundo sabe, remunera bem os seus colaboradores. Mas não necessariamente gasta muito dinheiro com isso. Remunerar não é o mesmo que gastar. Os salários devem ser internamente equitativos. Além disso, as pessoas devem saber as regras de evolução salarial e o que se espera delas para ganhar mais.
E precisam saber disso antes de ficarem insatisfeitas por não saber de nada. Depois disso elas se tornam irrecuperáveis.
Neste estágio...só o sindicato para motivá-las novamente.
Pagar salários justos , entretanto isso exige que os valores relativos dos cargos sejam compatíveis com a realidade atual da empresa – e não da época de sua fundação a dezenas de anos. Há algo de desonesto em se pagar as pessoas por coisas que elas não fazem, em especial quando elas fazem muito mais, com mais complexidade ou com muito mais valor agregado.
Agora, uma empresa ótima é aquela onde o cartão de ponto não tem importância, que seria o sinal que seus colaboradores são responsáveis e gostam muito de seu trabalho. Claro que isso seria o supra sumo ...melhor do que isso, só se não houvesse a obrigação trabalhista deste registro.
E, onde se pratica a transparência, o desempenho das pessoas não pode deixar de ser o principal fator de reconhecimento. Isto é, o que importa é a capacidade objetiva de se atingir resultados e desenvolver equipes de trabalho. Bem, é claro que esta regra não se aplica na Câmara e nem no Senado.
Finalmente, uma boa empresa é aquela que não contrata executivos somente capazes de traçar curvas de produtividade, fazer projeções orçamentárias e cumprir cronogramas. Ela faz questão de contar com gente que além (ou apesar) de fazer tudo aquilo ainda não se esqueceu de ser isso mesmo: GENTE.
Talvez você esteja a comparar a sua empresa com os quesitos anteriores e, mesmo assim,pode estar em dúvida.
Se este for o seu caso, para tirar a dúvida faça um teste bem simples.
Poste-se próximo a portaria de sua empresa no horário de entrada ou saída dos colaboradores e, observe a atuação dos seguranças em relação a eles – e vice-versa.
Se o clima for semelhante a entrada de um presídio ou algo como o filme “Estado de Sítio”...hum , hum...não resta dúvida, definitivamente, não é uma boa empresa.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
CHEFE NOVO
Uma empresa entendeu que estava na hora de mudar o estilo de gestão e
contratou um novo gerente geral.
Este veio determinado a inovar…, a agitar as bases e tornar a Empresa mais produtiva e mais lucrativa.
No primeiro dia, acompanhado dos principais assessores, fez uma inspeção geral na empresa.
No armazém todos estavam trabalhando, mas um jovem estava encostado na parede com as mãos no bolso.
Vendo uma boa oportunidade de demonstrar a sua nova filosofia de trabalho, o novo gerente se aproxima e pergunta ao rapaz:
- Quanto é que você ganha por mês?
- Trezentos reais, porquê? – Respondeu o rapaz sem saber do que se tratava.
O administrador tirou os R$ 300,00 do bolso e os deu ao rapaz, dizendo:
- Aqui está o seu salário deste mês. Agora desapareça e não volte aqui nunca Mais!
O rapaz guardou o dinheiro e saiu conforme as ordens recebidas.
O gerente então, enchendo o peito, pergunta ao grupo de operários:
- Algum de vocês sabe o que este tipo fazia aqui?
- Sim senhor – responderam atônitos os operários…
- Veio entregar uma pizza e estava aguardando o troco.
“Há pessoas que desejam tanto MANDAR, que se esquecem de PENSAR.”
(Luís Fernando Veríssimo)
contratou um novo gerente geral.
Este veio determinado a inovar…, a agitar as bases e tornar a Empresa mais produtiva e mais lucrativa.
No primeiro dia, acompanhado dos principais assessores, fez uma inspeção geral na empresa.
No armazém todos estavam trabalhando, mas um jovem estava encostado na parede com as mãos no bolso.
Vendo uma boa oportunidade de demonstrar a sua nova filosofia de trabalho, o novo gerente se aproxima e pergunta ao rapaz:
- Quanto é que você ganha por mês?
- Trezentos reais, porquê? – Respondeu o rapaz sem saber do que se tratava.
O administrador tirou os R$ 300,00 do bolso e os deu ao rapaz, dizendo:
- Aqui está o seu salário deste mês. Agora desapareça e não volte aqui nunca Mais!
O rapaz guardou o dinheiro e saiu conforme as ordens recebidas.
O gerente então, enchendo o peito, pergunta ao grupo de operários:
- Algum de vocês sabe o que este tipo fazia aqui?
- Sim senhor – responderam atônitos os operários…
- Veio entregar uma pizza e estava aguardando o troco.
“Há pessoas que desejam tanto MANDAR, que se esquecem de PENSAR.”
(Luís Fernando Veríssimo)
quinta-feira, 19 de maio de 2011
A (des)organização sindical brasileira
O caos no meio sindical do País encontra-se instalado de forma aparentemente irremediável. Tudo indica que a situação é de tal ordem que nem mesmo a divina providência seria capaz de reverter quadro tão assustador. E quem perde com isso, geralmente, são os setores que mais podem contratar mão de obra e garantir o desenvolvimento sustentável.
As entidades sindicais que têm efetiva representatividade são as mais visadas por aqueles que arquitetam a fundação de sindicatos e o fazem na calada da noite, contando com a certeza de que alcançarão seus objetivos.
O indiscriminado reconhecimento de sindicatos, federações e confederações nos últimos 20 anos (acentuadamente, de três ou quatro anos para cá), fez com que se elevasse de forma desmesurada o número de entidades sindicais sem representatividade no Brasil.
Seu indisfarçável propósito era, e continua sendo, o de unicamente arrecadar a contribuição sindical - onde, aliás, reside o pecado capital do constituinte de 1988, que não apenas a manteve, como instituiu outra obrigação pecuniária, chamada "contribuição confederativa".
Adicione-se a isso o reconhecimento, por lei, das centrais sindicais e o direito à sua participação no bolo da arrecadação do referido imposto, o que tem gerado de parte dessas centrais uma busca frenética pela filiação de sindicatos a suas fileiras, para com isso tornar mais robusta sua participação naquele bolo.
A nossa velha Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) disciplinava a matéria por meio de seu Título V, em que se insere o artigo 577, que remetia ao quadro de atividades e profissões, a ele anexo. Questões atinentes ao enquadramento sindical eram solucionadas satisfatoriamente por uma específica comissão do Ministério do Trabalho.
O modelo, imposto por governo ditatorial, era condenado não só por atrelar sindicatos, federações e confederações à Pasta do Trabalho, como, ainda, por colocar sob sua fiscalização essas entidades sindicais. Mas, quer queiram quer não, anteriormente à Constituição federal de outubro de 1988, contávamos com regras que ofereciam segurança jurídica e que permitiam, com clareza solar, saber sobre o nascimento, a vida e o desaparecimento de uma entidade sindical.
Porém, a irresponsabilidade do constituinte de 1988, aliada à inércia do legislador ordinário, trouxe-nos à situação reinante. O primeiro (o constituinte), com seus arroubos, desfraldou a bandeira da liberdade sindical, mas a manteve refém do imposto sindical compulsório e tornou indefinida a forma de como e onde obter a certidão de nascimento da entidade sindical.
A seu turno, o legislador ordinário demitiu-se da obrigação de discutir e aprovar lei regulando a matéria.
Embora o Supremo Tribunal Federal (STF) tenha decidido sobre a questão do registro, aprovando até mesmo súmula a respeito, não se conseguiu sintonizar o pensamento dos tribunais estaduais (enquanto competentes para resolver o conflito) com o do STF; estes (tribunais estaduais) quase sempre se colocaram em posição de confronto com a tese da Suprema Corte.
Assim é que a matéria continuou - e continua - sendo basicamente entregue à política de ocasião do Ministério do Trabalho, que "legisla" por meio de portarias sobre registro sindical. Várias delas já foram editadas - a última das quais em 2008, sob o número 186.
Os candidatos a presidente da República devem ser chamados a falar sobre este caos e dizer o que pretendem fazer: deixar tudo como está ou se têm algo a oferecer com vistas a horizonte menos caótico. Não apenas eles, mas também os que pretendem concorrer ao Senado Federal, à Câmara dos Deputados e os aspirantes a governador. A Nação não se pode dar ao luxo de esperar mais, exceto se quiser ver ir por água abaixo o sonho de se tornar país de Primeiro Mundo, o que não logrará alcançar como república sindicalista.
ADVOGADO, MESTRE EM DIREITO DO TRABALHO PELA USP, FOI DELEGADO REGIONAL DO TRABALHO EM SÃO PAULO E-MAIL: RICARDO@RNSAAD.COM.BR
Fonte - O Estado de São Paulo
As entidades sindicais que têm efetiva representatividade são as mais visadas por aqueles que arquitetam a fundação de sindicatos e o fazem na calada da noite, contando com a certeza de que alcançarão seus objetivos.
O indiscriminado reconhecimento de sindicatos, federações e confederações nos últimos 20 anos (acentuadamente, de três ou quatro anos para cá), fez com que se elevasse de forma desmesurada o número de entidades sindicais sem representatividade no Brasil.
Seu indisfarçável propósito era, e continua sendo, o de unicamente arrecadar a contribuição sindical - onde, aliás, reside o pecado capital do constituinte de 1988, que não apenas a manteve, como instituiu outra obrigação pecuniária, chamada "contribuição confederativa".
Adicione-se a isso o reconhecimento, por lei, das centrais sindicais e o direito à sua participação no bolo da arrecadação do referido imposto, o que tem gerado de parte dessas centrais uma busca frenética pela filiação de sindicatos a suas fileiras, para com isso tornar mais robusta sua participação naquele bolo.
A nossa velha Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) disciplinava a matéria por meio de seu Título V, em que se insere o artigo 577, que remetia ao quadro de atividades e profissões, a ele anexo. Questões atinentes ao enquadramento sindical eram solucionadas satisfatoriamente por uma específica comissão do Ministério do Trabalho.
O modelo, imposto por governo ditatorial, era condenado não só por atrelar sindicatos, federações e confederações à Pasta do Trabalho, como, ainda, por colocar sob sua fiscalização essas entidades sindicais. Mas, quer queiram quer não, anteriormente à Constituição federal de outubro de 1988, contávamos com regras que ofereciam segurança jurídica e que permitiam, com clareza solar, saber sobre o nascimento, a vida e o desaparecimento de uma entidade sindical.
Porém, a irresponsabilidade do constituinte de 1988, aliada à inércia do legislador ordinário, trouxe-nos à situação reinante. O primeiro (o constituinte), com seus arroubos, desfraldou a bandeira da liberdade sindical, mas a manteve refém do imposto sindical compulsório e tornou indefinida a forma de como e onde obter a certidão de nascimento da entidade sindical.
A seu turno, o legislador ordinário demitiu-se da obrigação de discutir e aprovar lei regulando a matéria.
Embora o Supremo Tribunal Federal (STF) tenha decidido sobre a questão do registro, aprovando até mesmo súmula a respeito, não se conseguiu sintonizar o pensamento dos tribunais estaduais (enquanto competentes para resolver o conflito) com o do STF; estes (tribunais estaduais) quase sempre se colocaram em posição de confronto com a tese da Suprema Corte.
Assim é que a matéria continuou - e continua - sendo basicamente entregue à política de ocasião do Ministério do Trabalho, que "legisla" por meio de portarias sobre registro sindical. Várias delas já foram editadas - a última das quais em 2008, sob o número 186.
Os candidatos a presidente da República devem ser chamados a falar sobre este caos e dizer o que pretendem fazer: deixar tudo como está ou se têm algo a oferecer com vistas a horizonte menos caótico. Não apenas eles, mas também os que pretendem concorrer ao Senado Federal, à Câmara dos Deputados e os aspirantes a governador. A Nação não se pode dar ao luxo de esperar mais, exceto se quiser ver ir por água abaixo o sonho de se tornar país de Primeiro Mundo, o que não logrará alcançar como república sindicalista.
ADVOGADO, MESTRE EM DIREITO DO TRABALHO PELA USP, FOI DELEGADO REGIONAL DO TRABALHO EM SÃO PAULO E-MAIL: RICARDO@RNSAAD.COM.BR
Fonte - O Estado de São Paulo
quarta-feira, 18 de maio de 2011
PARA QUEM GOSTA DE CARROS
A criatividade do brasileiro , quando se trata de dar apelido a alguns carros é farta na história do automobilismo nacional.
Entretanto, esse apelido que rotulava aulguns carros "grudava" de tal forma que o único remédio a montadora era descontinuar o modelo, em alguns casos o apelido não pegou e o carro virou um sucesso de vendas.
Vejam abaixo aulguns exemplos:
Dauphine - carro fabricado pela Willis do Brasil sob licença da Renaut, ganhou o apelido de LEITE GLÓRIA , que era um leite em pó que 'desmanchava sem bater".
Sinca Chambord - era um carro de luxo dos anos 60, ganhou o apelido de BELO ANTÔNIO, personagem titulo de um filme interpretado por Marcelo Mastroiani, que era bonito mas "impotente". Como o Chambord apesar de seu enorme motor 8cc.
VW 1.300 com teto solar - carro fabricado no ano de 1967, que vinha com teto solar de fábrica - um luxo para a época - e foi apelidado de "cornovagem". O apelido pegou tanto que foi produzido apenas por um ano e é uma raridade atualmente.
Dodge Dart - carro feito pela Chrysler em meados dos anos 70 , em plena crise do petróleo. Para pessoas que ,como ele, tem uma beleza guardada e todo mundo queria, mas ninguem quer porque "bebem" demais. O carro bebia muito e foi apelidado de "ÉBRIO", personagem de um filme nacional dos anos 50.
VW 1.600 4 portas - um vw - quadrado - com 4 portas e, claro, 4 maçanetas cronadas revelou o apelido que pegou de "ZE DO CAIXÃO".
VW Logus - Carro lançado pela Autolatina (uma união estranha entre Ford e VW) tinha o seu nome complementado pelas linguas maldosas ..."LOGUS LOGUS SAI DE LINHA", profecia ou piada, o Logus saiu de linha logo logo.
Fiat 147 - Foi o carro de entrada da Fiat no Brasil, se dispondo a brigar com Ford, GM e VW, a economia era seu forte e a "beleza" seu ponto fraco. Mas foi no ronco do motor e barulho interno que tentaram criar um rótulo de "LIQUIDIFICADOR".
Fiat Uno - Carro lançado no Brasil em meados dos anos 80, com um modelo inovador de carroceria e, pronto, foi apelidado de "BOTA ORTOPEDICA".
Ford Ka - Outro carro com desenho inovador - pequeno, é claro - e foi apelidado de "KINDER OVO".
VW 1.300 a partir de 1979 - O Fusca ganhou lanternas grandes na traseira; a ligação do público com os bustos avantajados da cantora Fafá de Belém foi imediata e o carro ganhou o nome dela. A cantora ganhou R$ 350 mil de indenização da montadora pelo uso não autorizado de seu nome .
VW 1.200 em 1963 - O Fusca teve o apelido de Pé-de-boi, dado a uma versão mais simples do carro. O nome Pé-de-boi passou a designar qualquer carro básico, desprovido de equipamentos.
VW 1.600 super - Besourão foi o apelido do Fusca quando ele ganhou um estilo mais esportivo.
VW 1.300 taxi - Quando o carro invadiu o mercado de táxi, era chamado de Taxi Mirim e o taxista era obrigado a retirar o banco da frente do passageiro para facilitar a entrada e a saída dos ocupantes, pois o carro só tinha duas portas e assim ele não podia transportar mais do que dois passageiros, não fazendo concorrência com os carros maiores.
Chevrolet picape 1962 - Em virtude das linhas arrojadas e bonitas a picape Chevrolet foi apelidada de Marta Rocha, nome da miss Brasil da época. Dizem que O apelido foi carinhosamente recebido por causa das lanternas salientes do modelo ( do carro) é claro.
KOMBI - Pelo seu formato - meio retangular - a Kombi, era algumas comparada com o pão de forma e por isso chamado de "Pão Pullman", apelido que também foi gentilmente cedido à perua Towner.
PASSAT 1983 4 portas - O "Passat Iraque" foi a versão produzida para exportação para aquele país, que acabou sendo colocada no mercado interno. Tinha quatro portas (versão de carroceria rara na época) e interior com forração e bancos na cor vinho.
MONZA 1991em diante - A versão reestilizada do Monza passou a ser "Monza Tubarão", por causa da frente, com uma grade que lembra o peixe.
GOL 1995 - Quando o carro ganhou as novas linhas, arredondadas passou a ser chamado de Gol Bolinha.
ESCORT de 1993 a 96 - "Sapão" foi apelido do Escort, olhe para um e diga se não é parecido.
S10 e BLAZER - Foram apelidadas de "Pit Bull". O motivo foi a mudança da frente dos veículos, que ficou mais achatada, lembrando a cara da raça do cachorro.
Entretanto, esse apelido que rotulava aulguns carros "grudava" de tal forma que o único remédio a montadora era descontinuar o modelo, em alguns casos o apelido não pegou e o carro virou um sucesso de vendas.
Vejam abaixo aulguns exemplos:
Dauphine - carro fabricado pela Willis do Brasil sob licença da Renaut, ganhou o apelido de LEITE GLÓRIA , que era um leite em pó que 'desmanchava sem bater".
Sinca Chambord - era um carro de luxo dos anos 60, ganhou o apelido de BELO ANTÔNIO, personagem titulo de um filme interpretado por Marcelo Mastroiani, que era bonito mas "impotente". Como o Chambord apesar de seu enorme motor 8cc.
VW 1.300 com teto solar - carro fabricado no ano de 1967, que vinha com teto solar de fábrica - um luxo para a época - e foi apelidado de "cornovagem". O apelido pegou tanto que foi produzido apenas por um ano e é uma raridade atualmente.
Dodge Dart - carro feito pela Chrysler em meados dos anos 70 , em plena crise do petróleo. Para pessoas que ,como ele, tem uma beleza guardada e todo mundo queria, mas ninguem quer porque "bebem" demais. O carro bebia muito e foi apelidado de "ÉBRIO", personagem de um filme nacional dos anos 50.
VW 1.600 4 portas - um vw - quadrado - com 4 portas e, claro, 4 maçanetas cronadas revelou o apelido que pegou de "ZE DO CAIXÃO".
VW Logus - Carro lançado pela Autolatina (uma união estranha entre Ford e VW) tinha o seu nome complementado pelas linguas maldosas ..."LOGUS LOGUS SAI DE LINHA", profecia ou piada, o Logus saiu de linha logo logo.
Fiat 147 - Foi o carro de entrada da Fiat no Brasil, se dispondo a brigar com Ford, GM e VW, a economia era seu forte e a "beleza" seu ponto fraco. Mas foi no ronco do motor e barulho interno que tentaram criar um rótulo de "LIQUIDIFICADOR".
Fiat Uno - Carro lançado no Brasil em meados dos anos 80, com um modelo inovador de carroceria e, pronto, foi apelidado de "BOTA ORTOPEDICA".
Ford Ka - Outro carro com desenho inovador - pequeno, é claro - e foi apelidado de "KINDER OVO".
VW 1.300 a partir de 1979 - O Fusca ganhou lanternas grandes na traseira; a ligação do público com os bustos avantajados da cantora Fafá de Belém foi imediata e o carro ganhou o nome dela. A cantora ganhou R$ 350 mil de indenização da montadora pelo uso não autorizado de seu nome .
VW 1.200 em 1963 - O Fusca teve o apelido de Pé-de-boi, dado a uma versão mais simples do carro. O nome Pé-de-boi passou a designar qualquer carro básico, desprovido de equipamentos.
VW 1.600 super - Besourão foi o apelido do Fusca quando ele ganhou um estilo mais esportivo.
VW 1.300 taxi - Quando o carro invadiu o mercado de táxi, era chamado de Taxi Mirim e o taxista era obrigado a retirar o banco da frente do passageiro para facilitar a entrada e a saída dos ocupantes, pois o carro só tinha duas portas e assim ele não podia transportar mais do que dois passageiros, não fazendo concorrência com os carros maiores.
Chevrolet picape 1962 - Em virtude das linhas arrojadas e bonitas a picape Chevrolet foi apelidada de Marta Rocha, nome da miss Brasil da época. Dizem que O apelido foi carinhosamente recebido por causa das lanternas salientes do modelo ( do carro) é claro.
KOMBI - Pelo seu formato - meio retangular - a Kombi, era algumas comparada com o pão de forma e por isso chamado de "Pão Pullman", apelido que também foi gentilmente cedido à perua Towner.
PASSAT 1983 4 portas - O "Passat Iraque" foi a versão produzida para exportação para aquele país, que acabou sendo colocada no mercado interno. Tinha quatro portas (versão de carroceria rara na época) e interior com forração e bancos na cor vinho.
MONZA 1991em diante - A versão reestilizada do Monza passou a ser "Monza Tubarão", por causa da frente, com uma grade que lembra o peixe.
GOL 1995 - Quando o carro ganhou as novas linhas, arredondadas passou a ser chamado de Gol Bolinha.
ESCORT de 1993 a 96 - "Sapão" foi apelido do Escort, olhe para um e diga se não é parecido.
S10 e BLAZER - Foram apelidadas de "Pit Bull". O motivo foi a mudança da frente dos veículos, que ficou mais achatada, lembrando a cara da raça do cachorro.
terça-feira, 17 de maio de 2011
E EU ACHAVA QUE SERIA IMPOSSIVEL...MAS
O ministério de Dilma é um pouco pior que o de Lula!
Ideli Salvatti não sabe colocar uma isca no anzol e imagina que samburá é um tipo de peixe. Virou ministra da Pesca para convalescer num empregão federal da surra sofrida nas urnas de Santa Catarina.
Aloízio Mercadante só domina a ciência da sabujice e seus conhecimentos tecnológicos são insuficientes para operar o twitter sem ajuda. Virou ministro da Ciência e Tecnologia por ter derrapado na candidatura reincidente ao governo de São Paulo.
Garibaldi Alves jamais estacionou numa fila do INSS e enxerga no Ministério da Previdência Social um abacaxi. Foi alojado no primeiro escalão para não atrapalhar a permanência de José Sarney no comando do Senado.
Edison Lobão não sabe a diferença entre uma tomada e um fusível, acha que raio provoca apagão e só viu as usinas de Angra a bordo de uma lancha. Oficialmente, o ministro de Minas e Energia é um senador maranhense que já foi governador. Na prática, quem está homiziado no gabinete controlado por José Sarney é Magro Velho, comparsa de Madre Superiora.
Fernando Pimentel nunca administrou uma empresa privada e só circulou por estabelecimentos comerciais como freguês. Ex-prefeito de Belo Horizonte, virou ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio para não ficar deprimido com o fracasso da candidatura a senador.
Fernando Haddad liderou duas tentativas de assassinato do Enem, de criar o malfadado "Kit Gay" e de ter a iluminada ideia de as escolas públicas ensinarem aos estudantes do primeiro grau o Português chulo, incorreto e repleto de erros.
Miriam Belchior aprendeu na Casa Civil, incumbida de administrar o PAC, como se faz para atrasar simultaneamente todas as obras do governo federal. Foi presenteada com o Ministério do Planejamento porque a viúva de Celso Daniel merece muita atenção.
Orlando Silva bateu o recorde panamericano de salto no orçamento nos Jogos de 2007. Continua no Ministério do Esporte para melhorar a marca na Copa do Mundo e garantir para o Brasil a medalha de ouro na Olímpiada de 2016.
Pedro Novais só conhece o circuito turístico dos motéis do Maranhão. Aos 80 anos, foi instalado por José Sarney no Ministério do Turismo para garantir que a República Dominicana continue recebendo a cada ano o dobro do número de estrangeiros que visitam o Brasil.
Alfredo Nascimento quase exterminou a malha rodoviária federal quando foi ministro dos Transportes de Lula. Derrotado na eleição para o governo do Amazonas, voltou ao cargo para liquidar o que sobrou.
Governar é escolher, sabe-se desde sempre. Essas 10 maravilhas da fauna do Planalto prestam serviços à nação por escolha de Dilma Rousseff, que logo estará cercada por 40 espantos. Todos serão expostos à visitação pública nos próximos posts. A oposição oficial diz estar à caça de temas e argumentos para fazer oposição. Pode começar pelo pior ministério da história da República.
Antonio Palocci perdeu a chance de candidatar-se à Presidência da República ou ao governo de São Paulo por ter-se enfiado até o pescoço em histórias muito mal contadas, começando pela encomenda do estupro do sigilo da conta bancária do caseiro Francenildo Costa. Pelo mesmo motivo, virou ministro-chefe da Casa Civil. A escolha de quem vai instalar-se no gabinete já ocupado por José Dirceu, Dilma Rousseff e Erenice Guerra é determinada não pelo peso do currículo, mas pelo colorido do prontuário.
Ana de Hollanda acha que Romero Britto é o Velázquez que o Brasil merece. Baseada em pareceres de mil comissões de especialistas, concluiu que é muito justo Maria Bethânia ganhar R$ 50 mil por mês para declamar um poema por dia. Virou ministra da Cultura porque é irmã do Chico.
Guido Mantega tem tanta coragem que, se vislumbrar um tsunami econômico avançando para as praias do Brasil, é capaz de escapar a nado e chegar à África em algumas horas. Continua ministro da Fazenda porque nem precisa de palavras para mentir. Bastam números.
Carlos Lupi não escaparia do camburão se a lei da vadiagem valesse para todos. Longe do batente há muitos anos, tornou-se ministro do Trabalho porque Leonel Brizola era freguês da banca de jornais que explorava no Rio, os dois ficaram amigos, Lupi herdou o PDT do Rio e, graças a um bom contrato de aluguel, acabou escalado para piorar a vida de quem trabalha.
José Eduardo Cardozo sempre usou seus conhecimentos de Direito para livrar da cadeia companheiros delinquentes. Foi instalado no Ministério da Justiça para ampliar o serviço sem suar tanto a camisa: como o ministro também chefia a Polícia Federal, é só impedir que o camburão estacione no lugar certo.
Nelson Jobim só subjugou sucuris de quartel, comandou carnavais fora de época fantasiado de general, almirante ou brigadeiro, foi ignorado por aviões e urubus quando decretou o fim dos atrasos nos pousos e decolagens de tudo que voasse. Continua no Ministério da Defesa por ter virado especialista em compra e venda de caças franceses.
Gilberto Carvalho carregou as malas de Lula durante oito anos. Escalado para cuidar da bagagem de Dilma, pediu que fosse promovido a secretário-geral da Presidência da República para transformar-se no primeiro carregador de malas do Brasil com status de ministro. Vai continuar acumulando a chefia do Departamento Nacional de Acobertamento de Crimes Hediondos, Obstrução da Justiça, Ocultação de Provas e Proteção aos Companheiros Delinquentes.
Roberto Prado
14 de maio de 2011 17:48
Ideli Salvatti não sabe colocar uma isca no anzol e imagina que samburá é um tipo de peixe. Virou ministra da Pesca para convalescer num empregão federal da surra sofrida nas urnas de Santa Catarina.
Aloízio Mercadante só domina a ciência da sabujice e seus conhecimentos tecnológicos são insuficientes para operar o twitter sem ajuda. Virou ministro da Ciência e Tecnologia por ter derrapado na candidatura reincidente ao governo de São Paulo.
Garibaldi Alves jamais estacionou numa fila do INSS e enxerga no Ministério da Previdência Social um abacaxi. Foi alojado no primeiro escalão para não atrapalhar a permanência de José Sarney no comando do Senado.
Edison Lobão não sabe a diferença entre uma tomada e um fusível, acha que raio provoca apagão e só viu as usinas de Angra a bordo de uma lancha. Oficialmente, o ministro de Minas e Energia é um senador maranhense que já foi governador. Na prática, quem está homiziado no gabinete controlado por José Sarney é Magro Velho, comparsa de Madre Superiora.
Fernando Pimentel nunca administrou uma empresa privada e só circulou por estabelecimentos comerciais como freguês. Ex-prefeito de Belo Horizonte, virou ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio para não ficar deprimido com o fracasso da candidatura a senador.
Fernando Haddad liderou duas tentativas de assassinato do Enem, de criar o malfadado "Kit Gay" e de ter a iluminada ideia de as escolas públicas ensinarem aos estudantes do primeiro grau o Português chulo, incorreto e repleto de erros.
Miriam Belchior aprendeu na Casa Civil, incumbida de administrar o PAC, como se faz para atrasar simultaneamente todas as obras do governo federal. Foi presenteada com o Ministério do Planejamento porque a viúva de Celso Daniel merece muita atenção.
Orlando Silva bateu o recorde panamericano de salto no orçamento nos Jogos de 2007. Continua no Ministério do Esporte para melhorar a marca na Copa do Mundo e garantir para o Brasil a medalha de ouro na Olímpiada de 2016.
Pedro Novais só conhece o circuito turístico dos motéis do Maranhão. Aos 80 anos, foi instalado por José Sarney no Ministério do Turismo para garantir que a República Dominicana continue recebendo a cada ano o dobro do número de estrangeiros que visitam o Brasil.
Alfredo Nascimento quase exterminou a malha rodoviária federal quando foi ministro dos Transportes de Lula. Derrotado na eleição para o governo do Amazonas, voltou ao cargo para liquidar o que sobrou.
Governar é escolher, sabe-se desde sempre. Essas 10 maravilhas da fauna do Planalto prestam serviços à nação por escolha de Dilma Rousseff, que logo estará cercada por 40 espantos. Todos serão expostos à visitação pública nos próximos posts. A oposição oficial diz estar à caça de temas e argumentos para fazer oposição. Pode começar pelo pior ministério da história da República.
Antonio Palocci perdeu a chance de candidatar-se à Presidência da República ou ao governo de São Paulo por ter-se enfiado até o pescoço em histórias muito mal contadas, começando pela encomenda do estupro do sigilo da conta bancária do caseiro Francenildo Costa. Pelo mesmo motivo, virou ministro-chefe da Casa Civil. A escolha de quem vai instalar-se no gabinete já ocupado por José Dirceu, Dilma Rousseff e Erenice Guerra é determinada não pelo peso do currículo, mas pelo colorido do prontuário.
Ana de Hollanda acha que Romero Britto é o Velázquez que o Brasil merece. Baseada em pareceres de mil comissões de especialistas, concluiu que é muito justo Maria Bethânia ganhar R$ 50 mil por mês para declamar um poema por dia. Virou ministra da Cultura porque é irmã do Chico.
Guido Mantega tem tanta coragem que, se vislumbrar um tsunami econômico avançando para as praias do Brasil, é capaz de escapar a nado e chegar à África em algumas horas. Continua ministro da Fazenda porque nem precisa de palavras para mentir. Bastam números.
Carlos Lupi não escaparia do camburão se a lei da vadiagem valesse para todos. Longe do batente há muitos anos, tornou-se ministro do Trabalho porque Leonel Brizola era freguês da banca de jornais que explorava no Rio, os dois ficaram amigos, Lupi herdou o PDT do Rio e, graças a um bom contrato de aluguel, acabou escalado para piorar a vida de quem trabalha.
José Eduardo Cardozo sempre usou seus conhecimentos de Direito para livrar da cadeia companheiros delinquentes. Foi instalado no Ministério da Justiça para ampliar o serviço sem suar tanto a camisa: como o ministro também chefia a Polícia Federal, é só impedir que o camburão estacione no lugar certo.
Nelson Jobim só subjugou sucuris de quartel, comandou carnavais fora de época fantasiado de general, almirante ou brigadeiro, foi ignorado por aviões e urubus quando decretou o fim dos atrasos nos pousos e decolagens de tudo que voasse. Continua no Ministério da Defesa por ter virado especialista em compra e venda de caças franceses.
Gilberto Carvalho carregou as malas de Lula durante oito anos. Escalado para cuidar da bagagem de Dilma, pediu que fosse promovido a secretário-geral da Presidência da República para transformar-se no primeiro carregador de malas do Brasil com status de ministro. Vai continuar acumulando a chefia do Departamento Nacional de Acobertamento de Crimes Hediondos, Obstrução da Justiça, Ocultação de Provas e Proteção aos Companheiros Delinquentes.
Roberto Prado
14 de maio de 2011 17:48
domingo, 15 de maio de 2011
BRASIL - ILHA DA FANTASIA

Quanto o país vai gastar para receber a Copa do mundo?
Calcula-se que o Mundial de Futebol do Brasil consumirá 5 bilhões de dólares, embora as estimativas finais, quando anunciadas, devam prever cifras bem maiores. Foi o que aconteceu nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro. Inicialmente orçados em 500 milhões de reais, estima-se que tenham consumido 4 bilhões de reais. Poucos países podem fazer como os Estados Unidos, que organizaram uma Copa do Mundo (em 1994) e duas Olimpíadas (em 1984 e 1996) sem um centavo de ajuda do erário. Isso porque toda a infra-estrutura estava pronta. Na Alemanha, o setor público (local ou federal) financiou um terço dos 2 bilhões de dólares gastos nas obras nos estádios.
PARA REFLETIR...
Segundo um trabalho publicado pela Anvisa (O Custo das Decisões Arquitetônicas no Projeto de Hospitais) e outros trabalhos análogos de diversas faculdades de arquitetura, podemos concluir que o valor estimado de 14 milhões de reais para a conclusão do nosso hospital está dentro do aceitável, sendo 8 milhões para a parte civil (60%) e 6 milhões para as instalações (água, esgoto, incêndio, telefonia, energia, ar condicionado etc, 40%).
PARA REFLETIR II
O governador listou ainda outras obras prioritárias: a duplicação da SC 470, e a construção de uma nova e moderna penitenciária. “Vamos tentar iniciar as obras o quanto antes , o custo estimado de R$ 1 bilhão em 120 dias para iniciar o projeto executivo das obras que Santa Catarina necessita”, garantiu. Esta noticia data de 2007...as obras nao iniciaram.
PARA REFLETIR III
Quanto custa construir uma casa popular?
Diante da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, ontem, em Brasília, tecnicos garantiram que é possível construir uma residência pelo valor de R$ 22 mil.
PARA REFLETIR IV
Dnit tem R$ 1 bilhão para recuperar estradas.
Segundo o Dnit,este valor permite recuperar cerca de 1.100 quilômetros de rodovias federais que cruzam - apenas - o estado do Maranhão. Para recuperar a malha viaria nacional seriam necessarios 50 bilhoes.
A PERGUNTA QUE NAO QUER CALAR 'E A SEGUINTE...
AFINAL, O QUE 'E IMPORTANTE PARA O PAIS?
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